17/4/2010 - O FLUXO DE CAIXA E O VAREJO
Com os avanços da TI – Tecnologia da Informação, da Automação Comercial e da combinação destas, os empresários do varejo vêm experimentando uma revolução em suas lojas.
Percebe-se, porém, que o uso do sistema de informações está aquém do seu potencial. Os aplicativos, de maneira geral, são eficientes na gestão comercial e operacional da loja, mas pouco na gestão financeira. Processam o movimento físico diário, nas diversas modalidades de venda como cartões de débito e de crédito, mas pecam na apropriação de valores do contas a receber, dificultando a elaboração do fluxo de caixa.
Outra dificuldade é a falta de integração entre o lojista, as operadoras de cartão e os bancos quando das baixas por liquidação de recebíveis, exigindo procedimentos manuais para atualização do módulo financeiro.
Com a crescente onda de modalidades de pagamento oferecidas ao cliente é fundamental o controle financeiro de recebíveis e sua consolidação por vencimentos.
O fluxo de caixa projetado para um período de três meses, por exemplo, além dos recebíveis de vendas realizadas, deve incluir também uma previsão de recebimentos de vendas a realizar no período, fato este raramente considerado pelos sistemas convencionais, os quais têm por princípio trabalhar com dados reais.
Essa montagem do fluxo de caixa, entretanto, pode ser feita através de outros aplicativos, como simuladores financeiros.
A prática de planejamento empresarial é outro fator essencial para a boa gestão financeira.
O planejamento implica na adequação das previsões de compra e venda e dos estoques à capacidade de caixa da empresa.
Através do fluxo projetado é possível conhecer antecipadamente as demandas de recursos necessários e antecipar-se às medidas mais apropriadas.
Podem ocorrer situações de uso recorrente de bancos para suprimento de caixa. O importante neste caso é distinguir se a demanda é conseqüência do crescimento ou da retração de vendas. Vendas em baixa, sem reversão da curva, podem levar a empresa a níveis insustentáveis de endividamento.
O fluxo de caixa é a ferramenta que permite projetar a situação financeira futura da empresa e embasar a gestão pró-ativa, seja para fortalecer, ou reverter eventual déficit.
Autor: Nadir Andreolla
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