Domingo, 5 de Setembro de 2010
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19/3/2010 - RECURSOS PARA INVESTIR

A busca do crescimento é a mola propulsora de toda empresa. Crescer significa acima de tudo firmar-se e ocupar maior espaço no mercado. Esse crescimento, entretanto, pode ser limitado por diversos fatores, especialmente a escala de produção e o nível tecnológico.

Operar em escala maior, com processos e produtos mais qualificados, mais do que ganhos de produtividade, torna a empresa mais competitiva.

Isso tudo requer investimentos. Quando essa necessidade ocorre é o momento de planejar e definir as respectivas fontes de recursos, o que pode gerar uma situação de conflito do empreendedor: utilizar recursos próprios ou de terceiros?

No caso de recursos próprios vai depender da efetiva disponibilidade, tanto da empresa, quanto do aporte dos sócios.

Uma das máximas da gestão financeira é não utilizar fontes de recursos de curto prazo em aplicações de longo prazo.

Usar recursos do caixa para financiar investimentos é uma forma que contraria essa máxima, a menos que haja excedentes que justifiquem essa prática.

Mesmo que a empresa tenha disponibilidade de caixa, deve preservá-la para financiar o incremento de capital de giro do novo investimento.

Quanto à busca de recursos no mercado financeiro há duas fontes principais: capital de risco e capital de empréstimo.

O capital de risco está tomando forte impulso no Brasil, mas seus mecanismos ainda não favorecem o acesso de pequenas e médias empresas. É salutar, entretanto, que essas acompanhem o assunto e comecem a implantar desde já o modelo de gestão chamado “Governança Corporativa” (gestão organizada e transparente), que é um dos seus principais requisitos. Essa prática é recomendável, mesmo que não venham a abrir o capital.

Quanto a capitais de empréstimo, o caminho lógico para financiar projetos é via instituições de fomento, que operam no longo prazo. No Brasil destacam-se os programas e linhas de financiamento do BNDES, FINEP e PROGER.

Cabe esclarecer, por oportuno, que a utilização de recursos de bancos comerciais para financiar projetos de investimento é uma estratégia equivocada. É outra forma de utilização de fonte de recursos de curto prazo (mais cara) para financiar o longo prazo, contrariando assim a máxima referida.



Autor: Nadir Andreolla